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sexta-feira, 17 de agosto de 2012 Sem categoria | 15:53

AMIGOS E INIMIGOS, CIAO!

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Bem, amigos e inimigos… Recorro a essa abertura em homenagem ao meu querido Matinas Suzuki Jr., por ser um expediente recorrente em suas deliciosas crônicas na Folha. Matinas, idealizador e executor do projeto IG, ao lado de Nizan Guanaes, cujas mãos generosas me fizeram ultrapassar este Portal sem deixar lá fora todas as esperanças, como advertia o poeta.

Ao contrário: foram anos (dez, doze?, sempre fui péssimo com os números) de esperanças renovadas, muitas realizações e alguns tropeços, se me permitem um tico de imodéstia.

No começo, em forma de coluna – Bola Virtual -; depois, o Blog do Helena, por insistência de outro caro amigo e jornalista de escol, Gian Oddi, editor destas páginas por um bom tempo. Aliás, aproveito para agradecer ao Gian, ao Rizek, ao Daniel Tozzi e, mais recentemente, ao Paulo, todos eles chefes competentes e tolerantes.

Assim como agradeço aos cinquenta mil frequentadores mensais deste espaço, que não sei dimensionar no universo da internet, mas que, pra mim, soam como um estádio de médio porte lotado, seus aplausos e suas vaias. Alguns deles, participantes remidos, como o João Sardinha, o Mizael Nascimento, o dr. HC-Maia, o sempre crítico rubro-negro Zé Roberto e toda essa turma sem rosto mas de coração aberto que por aqui exibiu suas paixões e reflexões.

Um grande abraço e ciao!

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012 Sem categoria | 18:59

ASSIM, ASSIM

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Se de um lado a Seleção não demonstrou abatimento profundo pela recente perda do ouro olímpico, de outro decepcionou pela falta de ambição na busca de uma vitória arrebatadora sobre a Suécia, na despedida do estádio Rasunda, palco da primeira Copa do Mundo vencida pelo Brasil.

O jogo transcorreu ali, ó, no banho-maria, com a bola aos nossos pés, mas entre temerosa de escapar-nos e errática em seus movimentos, nem pra lá, nem pra cá.

Parte disso, creio, se deve ao equívoco da escalação de Ramires como ponta-direita, onde ele vem jogando desde que o italiano Di Matteo assumiu o comando da equipe. A diferença é que lá, ele joga num esquema retrancado, bem ao estilo italiano, em que é explorado em contragolpes graças á sua velocidade.

O Brasil não joga assim. Ao contrário: se houve um avanço no trabalho de Mano, detectado nos amistosos que precederam as Olimpíadas, foi o que adiantou nossa linha de marcação em direção ao campo adversário, o que nos permitiu valorizar o nosso maior atributo – o ataque.

Assim, enquanto ocupou aquela zona do gramado, Ramires foi absolutamente inútil, e só chegamos às redes suecas num vislumbre de Neymar, que enviou a bola na cabeça de Damião, aos 31 do primeiro tempo.

Paulinho entrou tímido no time, buscando apenas o passe sem risco ali pelo meio de campo, e Oscar decididamente não estava em tarde inspirada. Logo, as raras pontadas da nossa equipe dependiam dos truques de Neymar.

Mano demorou para mexer e o fez de cambulhada lá pelos 30 do segundo tempo: Dedé, Pato e Hulk, nos lugares de David Luís, machucado, Damião e Oscar. Ficamos, então, sem armação, pois essa não é a de Ramires, Paulinho e Rômulo, os três do meio.

Mas, ganhamos a força ofensiva de Pato, que, em dois minutos, definiu o placar, com um gol de cabeça e outro de pênalti por ele mesmo sofrido.

Bem, de qualquer forma, vencemos por 3 a 0, placar mais significativo do que o jogo apresentado pelo Brasil, apesar de não termos sido acossados a não ser num lance isolado, ao fim da partida.

E, isso basta para dar sobrevida à Seleção de Mano. Mas, que há uma casca de banana no caminho desse time, ah, disso não tenho a menor dúvida.

Resta saber se Mano terá saco e esperteza para saltar esse pegajoso obstáculo.

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terça-feira, 14 de agosto de 2012 Sem categoria | 12:06

FÉ E DEPRESSÃO

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A Seleção Brasileira volta a campo para se despedir do estádio Rasunda, palco de nossa primeira grande conquista no futebol, em 1958. E vai com aquela camisa azul improvisada à véspera da decisão da Copa da Suécia. Camisa, aliás, que mereceu um capítulo à parte na saga sueca do Brasil.

Sim, porque, apesar de ter sido aquela a primeira Seleção formada sob o signo da organização, esquecemos aqui o uniforme número 2. Como a Suécia também jogava de amarelo, o supervisor Carlos Nascimento e o chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, tiveram de sair às compras atrás de onze camisas azuis.

O massagista Mário Américo e o roupeiro Jackson vararam a noite costurando os emblemas da CBD (antiga CBF) no peito e os números dos jogadores nas costas das camisas. Mas, a questão das novas camisas transcendia a materialidade e roçava o campo mágico da superstição. E, disso, Dr. Paulo sabia muito, como constatava o uso do célebre terno marron da sorte com que ele atravessou toda a Copa.

Ao perceber que os jogadores estavam um tanto ressabiados pela mudança do uniforme logo na decisão do torneio, Dr. Paulo reuniu a tropa e fez um discurso emocionado, como lhe era de praxe. E arrematou:

– Graças a Deus, vamos jogar com essa camisa azul! Afinal, o azul é a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Vamos vencer!

E vencemos, de goleada.

O Brasil que entra em campo nesta quarta-feira carrega no lombo, entretanto, não a fé nos poderes divinos, mas, sim, todas as dúvidas e frustrações causadas pela recente perda da medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres.

Os jogadores estão certamente deprimidos e o técnico tem sua cabeça a prêmio, apesar das declarações em contrário do presidente da CBF.  E nem mesmo uma eventual goleada sobre a Suécia neste amistoso servirá para deixar nossa Seleção sob um céu azul.

As presenças, porém, de jogadores mais experientes e melhores dos que nos defenderam nas Olimpíadas podem conferir ao time a dose de tranquilidade necessária para um desempenho superior.

Permanece a incerteza na meta, onde nem Gabriel, nem Neto, inspiram confiança. Mas, melhora sensivelmente a linha de defesa, com Daniel Alves e Dedé ou David Luís, ao lado de Thiago Silva e Marcelo. E, no meio de campo, Paulinho e Ramires oferecem ao técnico uma opção mais qualificada para Sandro.

Mesmo porque, daí pra frente, os amistosos e os jogos nas Olimpíadas comprovaram que o ataque vai bem, obrigado, com Oscar na articulação e o trio Hulk, Damião e Neymar mais à frente.

Vejamos, vejamos.

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domingo, 12 de agosto de 2012 Sem categoria | 21:26

VASCO JOGOU MUITO. E DEU GALO!

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Essa talvez tenha sido a melhor exibição do Vasco neste Brasileirão. E deu Galo, o que prova a força linear desse líder folgado, com um jogo a menos na tabela. E mais uma vez, gol de Jo, e mais uma vez, show de Bernard, e mais uma vez Ronaldinho Gaúcho dedicado em campo, e mais uma vez Marcos Rocha exemplificando como um lateral-direito de escol deve jogar.

Bem, de qualquer forma, esse vacilo do Vasco permitiu ao Flu ultrapassá-lo na classificação, ao bater o Palmeiras por 1 a 0 no Engenhão, gol de Jean.

Não, não foi uma atuação brilhante do Tricolor carioca, apenas o suficiente para merecer a vitória, em noite dos dois goleiros – Cavalieri e Bruno –, ainda que nenhuma das duas equipes tenha criado muitas chances de perigo.

Assim como o outro Tricolor, o gaúcho, não brilhou no Morumbi, mas emocionou ao virar sobre o São Paulo, no finalzinho da partida, com aquele gol de André Lima.

Na verdade, ninguém que eu tenha visto em ação brilhou nesta rodada. Nem o Inter, que penou para vencer a Ponte em casa, nem o Cruzeiro, ao bater o Bahia no Pituaçu, sábado, nem mesmo o Corinthians, na virada sobre o Coritiba, no Alto da Glória, com um golaço de letra de Romarinho, que não marcava desde as glórias da Libertadores.

Ops, houve, sim, quem brilhasse: Patito Rodriguez que estreou coroado no Santos, no empate por 2 a 2 com o Atlético GO, sábado, no Pacaembu. Seu time perdia por 2 a 0 e levava um passeio tático do adversário quando o argentino entrou no intervalo. Fez um gol e por pouco não faz mais dois, distribuiu passes exatos pra todos os lados, e acertou o passo com seu compatriota, Miralles, que também entrou para marcar o gol de empate.

Ah, sim, e que dizer de Vagner Love, na vitória do Flamengo sobre o Náutico, em volta Redonda, sábado? Marcou os dois gols de seu time e infernizou a defesa timbu do início ao fim. Está jogando o fino o nosso Love.

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sábado, 11 de agosto de 2012 Sem categoria | 13:10

O SONHO ACABOU

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Bola de fogo e chumbo nos pés de Rafael, o passe tímido para Sandro, e o gol mais rápido da história das  Olímpíadas, no disparo de Peralta no cantinho direito de Gabriel: súbitos trinta segundos.

Levamos vinte minutos como zumbis em campo, grogues pelo golpe inesperado, e só despertamos de fato já no finzinho do primeiro tempo, depois da entrada de Hulk, aos 31 minutos, no lugar de Alex Sandro, desfazendo o malfeito, pois, entre seguir sem um meio campo sólido e arriscar um ataque mais incisivo, a segunda opção era óbvia.

E Hulk já entrou atirando de canhota uma bola que Corona rebateu para Damião replicar e o goleiro mexicano conjurar por fim.

Daí, até o apito final do primeiro tempo, três investidas perigosas do Brasil, a mais perigosa fruto de trama entre Marcelo, Oscar e Damião, que Marcelo finalizou pra fora, na cara do gol.

Voltamos mais animados ainda para o segundo tempo, puxados pelas arrancadas de Hulk pela direita. Mas, apesar da pressão brasileira, foram os mexicanos que, aos 12 minutos quase amplia, com aquela bola em puxeta de Fabian. O mesmo Fabian que cobraria a falta na cabeça de Peralta para o México alcançar o gol da vitória.

Bem que Mano incrementou o poder ofensivo do seu time, com as entradas em sucessão de Pato e, já no fim, de Lucas. Neymar perdeu gol certo, Damião cabeceou por cima bola que não erra e tal e cousa e lousa e maripousa.  E Hulk diminuiu para Oscar de cabeça enviar por cima o empate que nos daria a sobrevida da prorrogação.

Mais uma vez, o sonho dourado se esvaiu, mas resta a esperança de que esse time, com os reforços necessários na zaga, no meio de campo e na lateral-direita, fará boa figura na Copa das Confederações, última parada antes do Mundial de 2014.

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012 Sem categoria | 21:08

ENFIM, O OURO! SERÁ?

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O México tem sido carne de pescoço para o futebol brasileiro, e não é de agora. Antes, freguês de caderneta, nos últimos dez anos, por baixo, o México vem obtendo mais resultados positivos contra nós do que o contrário. Isso, falando da seleção principal.

Bem, de certa forma, pode-se dizer que a nossa Seleção Olímpica é a principal, com alguns desfalques. Mais precisamente, na zaga, na lateral-direita e no gol. Assim como no tocante á dupla de volantes, que me aprece caso de revisão por parte de Mano Menezes. Um indicativo disso está na convocação de Paulinho para o amistoso do dia 15 com a Suécia.

Voltando, porém, à vaca fria, amanhã essa nossa seleção poderá fazer história, conquistando para o país pentacampeão do mundo sua primeira medalha de ouro.

Não vai ser fácil, contudo. Em primeiro lugar, porque esse time mexicano está engrenado (vem jogando junto há um bom tempo) e tem jogadores de qualidade, tanto na defesa, como o garoto Reyes, um beque elegante e eficaz, quando no meio de campo, com Enriques no comando, e no ataque, com o esperto Fabian. Sorte nossa que o craque do time, Giovanni dos Santos, ex-Barça, filho do nosso Zizinho (não o Mestre), está lesionado e não joga.

Quanto ao Brasil, Mano vai repetir a formação que venceu a Coréia do Sul, com Hulk no banco e Alex Sandro, em campo, pelo meio.

A verdade é que essa esquematização não funcionou bem contra os coreanos, apesar da vitória. Mas, havia dado certo contra a Nova Zelândia, na fase de classificação, ainda que não se possa comparar os neozelandeses de outro dia com os mexicanos deste sábado.

Enfim, pagão o Brasil não morre, pois nosso ataque tem produzido o necessário, mesmo quando o resto da equipe não funcione no nível desejado. E, se a turminha lá atrás não pisar na bola, ufa!, finalmente, pregaremos a medalha de ouro no nosso peito.

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012 Sem categoria | 01:04

VASCO, FLA, PEIXE E VERDÃO

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O Vasco sai da rodada puxando a fila do Brasileirão. Mas, bem que a alegria pode acabar nesta quinta, quando o Galo voltar a campo, enfrentando o Coritiba. E, mesmo em caso de derrota do Atlético agora, ainda assim, na próxima rodada, os carijós terão chance de recuperar a liderança, pois estão dois jogos aquém dos já disputados pelo Vasco.

De qualquer forma, vitória significativa essa do Vasco, por 2 a 0, sobre o Sport, na Ilha do Retiro. Só isso já diz tudo: 2 a 0, na Ilha do Retiro. E, mais uma vez, coube a Juninho Pernambucano abrir o caminho, com uma cobrança de falta magistral, deixando para Carlos Tenório fechar com chave-de-ouro, um golaço (pena que a turma, hoje em dia, não faça mais gol de bola e tudo).

Nos clássicos nacionais desta noitada, Santos e Palmeiras se saíram com louvor.

O Santos, finalmente, tirou a barriga da miséria, ao marcar quatro gols no Cruzeiro, na Vila. E deve muito disso à volta de Arouca, que assentou um pouco aquele meio de campo, permitindo aos garotos Felipe Anderson e Vítor Andrade botar as manguinhas de fora.

Quanto ao Palmeiras, quando não é Assunção, é Barcos. Desta feita, foi Barcos, com dois gols sobre o Botafogo de Seedorf e cia., no Engenhão, em jogo dominado mas não resolvido pelo Glorioso.

Assim como vale exaltar a recuperação do Flamengo que, em Floripa, meteu 2 a 0 no Figueira. Mas, não foi fácil, não. O Figueirense, que não vence há catorze jogos, bem que levou perigo à meta rubro-negra com certa frequência. O Fla, porém, tinha Love, que tratou de garantir o placar, sozinho.

Decepcionantes mesmo foram Inter e Corinthians, que empataram seus jogos em casa. O Colorado parou diante do Náutico, num zero a zero sem graça. E o Corinthians, idem, frente ao Atlético GO, com pálido 1 a 1, obtido a fórceps pelo Timão que sofrera o primeiro gol, de Ricardo Bueno, e só chegou ao empate com Paulinho já nas franjas da angústia.

BRONZE DE OURO

Eis um bronze que vale ouro, esse alcançado por Yamaguchi Falcão. Entre outras coisas porque obtida contra um campeão mundial, franco favorito à conquista de sua categoria (81 quilos) no boxe., o cubando La Cruz, exímio pugilista, lídimo representante da melhor escola de seu país tão vitorioso nas últimas décadas.

Além do mais, foi a terceira do boxe brasileiro nestas Olimpíadas, que, até então, só havia ganhado uma, com Servílio de Oliveira, há mais de quatro décadas. E olhe que Servilinho foi um dos mais perfeitos boxeadores da história, cuja carreira se encerrou precocemente ao sofrer descolamento de retina numa luta pelo título sul-americano de profissionais contra o chileno Cañete.

E o mais importante é que a vitória de Yamaguchi sobre La Cruz foi incontestável e calcada na exata combinação de técnica, bravura e sangue frio.

Por fim: esse bronze dourado, depois de tal exibição, bem que pode virar ouro no fim dessa história ainda inacabada.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012 Sem categoria | 18:08

RESULTADO, ÓTIMO, MAS…

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O Brasil entrou em campo pisando em ovos e por pouco não vira omelete à moda coreana, pois os olhinhos rasgados botaram a bola no chão, chegaram a aplicar 65 por cento de posse de bola nos primeiros vinte minutos de jogo e criaram duas chances de ouro para abrir o placar, com direito a tiro livre indireto de dentro da área, por conta daquele pé alto de Juan que o juiz não deu.

Mas, entre os 19 e os 23 minutos, a partir de uma arrancada de Leandro, nossos meninos tomaram tento e criaram três momentos de perigo para o goleiro coreano. Numa delas, Alex Sandro encobriu o goleiro para o beque salvar na hora H.

Por fim, já dono da bola e dos espaços, aos 38 minutos, chegou ao seu gol, em trama entre Neymar, Oscar e Rõmulo, que fuzilou para abrir a contagem.

O diabo é que o Brasil voltou para o segundo tempo na mesma toada do início do jogo, e, logo aos 3 minutos, Sandro cometeu um pênalti escandaloso que o juiz fingiu não ver, o que serviu de alerta para, sete minutos depois, transformá-se em alívio: Marcelo e Neymar tramam pela esquerda e a bola cai no pé abençoado de Leandro Damião – 2 a 0.

O mesmo Leandro Damião que, aos 19, selaria o placar, aproveitando-se de lançamento primoroso de Thiago Silva para Neymar, que rolou na área.

Enfim, uma medalha está garantida, prata ou ouro, diante do México, que pouco antes havia vencido o Japão por 3 a 1.

Mas, apesar de nossa artilharia estar funcionando como um relógio – exatos três gols por partida -, de nos mantermos cem por cento na disputa e tal e cousa e lousa e maripousa, vamos  ter de jogar muito mais do que jogamos nas duas últimas partidas, pois o México é  outro departamento.

Time entrosado que joga sem medo, forte na defesa e afiado no ataque, sob o comando do carequinha Enriques a serviço do talento de Giovani Santos e do oportunismo de Fabian.

O problema do Brasil começa, na verdade, lá atrás, na vaga aberta pela contusão de Rafael. Nem Neto, nem Gabriel, inspiram confiança.

E se estende ao meio-de-campo, onde Sandro anda dispersivo e, por isso mesmo, faltoso demais, pois está sempre chegando fora de hora na bola.

Talvez por isso mesmo, Mano Menezes decidiu começar esse jogo com o lateral-esquerdo Alex Sandro, que entrara muito bem na vitória sobre a Nova Zelândia no meio do campo. Por dois motivos: reforçar a marcação no nosso lado esquerdo, onde Marcelo é compulsivamente ofensivo, e afiar o toque de bola no meio de campo. Neste segundo quesito, falhou, já que não conseguimos, a não ser vez por outra, acertar esse passe essencial.

De qualquer forma, estamos lá, a um passo de feito inédito na nossa história. Não é pouco, convenhamos.

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domingo, 5 de agosto de 2012 Sem categoria | 21:47

TRICOLORES NA FITA

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O resultado mais significativo da rodada, sem dúvida, foi a vitória do Fluminense sobre o Coritiba, no Couto Pereira, por 2 a 0. Não apenas pela força do adversário, mas porque, assim, o Tricolor carioca segue na cola do Vasco, que empatou com o Corinthians, e próximo do líder Galo, que descansou.

Mas, o placar mais expressivo acabou sendo o do Náutico diante do Peixe, nos Aflitos: 3 a 0, com direito a golaço de Kim, que partiu de seu campo, varou toda a defesa santista e guardou na saída de Aranha. A propósito, Aranha salvou um Santos desfigurado pelas tantas ausências de titulares de um placar vexatório.

Pouco antes, Vasco e Corinthians empatavam por 0 a 0, em jogo tedioso. O Timão foi ligeiramente superior ao vice-líder. Mas nada que merecesse um resultado diferente.

Já o São Paulo, no Morumbi, sim, merecia mais do que o parco 1 a 0 contra o Sport, em tarde de duelo emocionante entre o menino Ademílson, autor do único gol da partida, e o goleiro Magrão, autor de várias defesas providenciais.

O Grêmio, por seu lado, alcançou um placar mais elástico: 3 a 1 no Bahia, em casa. Mas, só chegou lá depois dos 40 minutos do segundo tempo, quando marcou seus dois gols finais, o de Marcelo Moreno de alta classe, encobrindo o goleiro.

Assim, o Grêmio mantém-se no G-4, um degrau acima do Inter, que, no sábado, bateu com toda autoridade um Palmeiras desprovido de um pingo de criatividade. E isso representa um avanço no campeonato gaúcho paralelo ao Brasileirão.

Quem pisou na bola em casa foi o Cruzeiro, que perdeu por 2 a 1 para a Ponte Preta, revelando, mais uma vez, sua instabilidade no campeonato onde já foi até líder e agora cai para oitavo lugar.

E, por pouco, no sábado, o Botafogo também não pisou na bola diante do Atlético GO, que saiu na frente e só foi levar a virada pra lá do segundo tempo, com Felipe Gabriel, depois de Seedorf, de pênalti, marcar seu primeiro gol com a camisa do Glorioso.

Por fim, a Lusa se afastou ainda mais da zona do perigo, ao bater o Figueira por 2 a 0, no Canindé, com méritos mas, também graças a uma defesa milagrosa de Dida, em finalização de Aloisio.

Assim, quem acabou mal na foto foi o Figueirense, ao segurar a lanterna.

É REAL?

E agora, na pista, para a disputa da medalha olímpica dos cem metros rasos, o recordista mundial Usain Bolt! Pronto, já passou. Um flash, um feixe de luz, uma ilusão materializada na mais palpável realidade.

Esse cara não existe, meu.

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sábado, 4 de agosto de 2012 Sem categoria | 15:22

UFA, PASSAMOS, MAS COM REPROVA

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Ufa! Passamos para as semifinais olímpicas em Newcastle, vencendo Honduras por 3 a 2. Mas, fomos reprovados na matéria do jogo jogado, que é o que mais nos interessa se considerarmos os Jogos Olímpicos como um campo de prova para a Seleção que basicamente nos representará no Mundial de 2014.

Afinal, chegamos a estar perdendo por duas vezes ao longo da partida e desde os 32 minutos do primeiro tempo, com a expulsão de Crisanto, tivemos um a mais em campo, e acabamos com dois. Além disso, o pênalti em Leandro Damião que Neymar converteu no gol do segundo empate foi uma invenção do juiz alemão.

E olhe que no início parecia que o Brasil esmagaria a pequena Honduras, com duas pontadas lancinantes – uma, de Damião; outra, de Neymar.

Mas, Honduras, por meio de dois canhotos ágeis e habilidosos – Martinez e Espinoza –, foi quem abriu a contagem, com a inestimável colaboração do goleiro Gabriel.

Justamente o escolhido por Mano para substituir Neto, que nos jogos anteriores passara certa desconfiança a todos. Ah, que saudade de Rafael…

Mas, aos 37, Neymar serve Hulk que cruza para Damião se aproveitar da indecisão dos beques inimigos e empurrar às redes.

Logo em seguida, Mano manda a campo Danilo no lugar de Sandro, que, além de estar muito mal na partida, desconexo e nervoso, já levara um cartão amarelo no lombo.

Eis, então, que logo aos 2 minutos do segundo tempo, Espinoza, em nova falha de Gabriel, desempata. Na sequência, o pênalti inexistente, e, dez minutos depois, o gol da vitória de Damião, em passe exato de Neymar.

Daí até o apito final, o Brasil, obviamente temeroso de nova surpresa, passou a tocar a bola, esperando o tempo passar.

Bem, se foi uma exibição opaca do Brasil, valeu pelo menos para que os sustos sirvam de crosta para a alma do nosso jovem time, que continua com um ataque eficiente mas uma defesa instável.

Se olharmos mais adiante, quando tivermos um goleiro mais confiável, Daniel Alves e David Luís ou Dedé ao lado de Thiago Silva e Marcelo, a barra fica mais limpa. Restará acertar a questão do segundo volante, onde Sandro não consegue preencher todas as exigências do setor. Mas, aí teremos Paulinho. A ver como se sairá a partir do amistoso com a Suécia, no próximo dia 15.

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